quarta-feira, 11 de agosto de 2010

FAZENDA PONTE ALTA - BARRA DO PIRAÍ

FÉRIAS (Parte 3)

Depois de conhecer São Francisco Xavier (o que não foi difícil) encerramos nossa viagem com chave de ouro. Fomos conhecer uma antiga fazenda do apogeu do Ciclo do Café, que hoje funciona como pousada, mas que ainda mantém sua estrutura original. Ela fica no Rio de Janeiro, no municipio de Barra do Piraí, que teve uma importante participação no desenvolvimento econômico do Brasil no início do século XIX, com o cultivo de café.

O lugar é realmente bonito, grande, distante de tudo, onde o silencio é total.
E a estrutura preservada da fazenda nos faz voltar no tempo e nos sentir na época do Império. Além dos cômodos usados como quartos, há outros que servem como museu, abertos para visitas.


No Museu dos Escravos podemos encontrar objetos e instrumentos utilizados pelos escravos, ou curiosidades como marcas dos dedos dos escravos no barro da parede de pau-a-pique, muito utilizada nas construções da época

Alguns instrumentos de punição dos escravos também estão expostos lá; Podemos , encontrar também as senzalas originais em processo de restauração.

A beleza do lugar já vale o passeio. Muito verde, uma pequena cachoeira e os animais da fazenda dão um ar bucólico a mais ao lugar.

Um friozinho gostoso... Para quem gosta um bom vinho vai bem.
Mas o mais fascinante nisso tudo é saber que aquele lugar tem quase dois séculos de história. Saber que ali muitos escravos sofreram, que houve um apogeu da cultura cafeeira, sua queda, o surgimento de novas economias, que muitos barões, baronesas e outros títulos passaram por ali.


Na hora de dormir deu um friozinho na barriga, pois fiquei em um quarto que foi uma senzala. Não pelo medo de possíveis correntes se arrastando ou de gemidos, ou qualquer coisa do gênero (rsrsrsrs). Mas o peso da história, em nossa memória, saber que naquele lugar houve muito sofrimento. Não tinha banho quente ou cama macia para dormir. E eu ali, em todo aquele conforto. Embalada por esses pensamentos, dormi o sono dos justos. Acordei no dia seguinte com mugidos de vacas bem ao lado do meu quarto.

Foi muito bom terminar nossas férias ali. Um mergulho no
passado (um pouco feio) do nosso país; mas um lugar agradabilíssimo para descansar e curtir a natureza, longe do tumulto da cidade!