domingo, 31 de agosto de 2014

NAS TERRAS DO TIO SAM


Decidi, de repente, que queria conhecer Nova Iorque.  Não estava nos meus planos em momento algum há alguns anos atrás.  Conhecer a megacidade do consumo para quê? Mas, resolvi mudar de ideia e partir para uma aventura para além das compras.  Será que lá havia algo mais do que o consumo?  Precisava de companhia, viajar sozinha para um país que anda obcecado por segurança me deixou um pouco preocupada.  E, além disso, o meu inglês é pra lá de macarrônico. Convidei o meu amigo Beto, que também nunca teve o menor interesse em conhecer o país, mas que também embarcou na aventura e lá fomos nós.

Saímos daqui com  hospedagem reservada para 10 dias, em um hotel bem no meio da muvuca da Times Square, Broadway e 7 Avenida.  Quem tá na chuva é pra se molhar. Viajar para NY não tem nada de barato.  Como tínhamos fechado com um transfer (Traslado aeroporto-hotel-aeroporto) , uma companhia de brasileiros foi nos buscar, o que foi positivo, pois do aeroporto até o Centro de Manhattan já fomos tendo uma descrição dos pontos turísticos em português.  Com essa mesma companhia já marcamos um City Tour para o mesmo dia e a ida ao  Woodbury Common Outlet no dia seguinte.  Depois de 10 horas de voo, íamos apenas fazer o check- in no hotel  e partir para o city tour.  Não dá pra dormir em dólares.

Após nos acomodarmos, procuramos rapidamente por um café da manhã, e após algumas torradas e um café horrível partimos para dentro da cidade que nunca dorme.  Fomos no final de maio e inicio de junho e já era para estar mais quentinho, afinal estávamos na primavera.  Mas, ledo engano, estava um frio insuportável e eu odeio frio.  Já sabedora disso levei bastante agasalho, mas andar no vento com frio é muito desagradável.  Do prédio Dakota, onde o Lennon morava e foi assassinado, a um show na Broadway o nosso primeiro dia nos States foi cansativo, mas muito divertido.


Quando você fala mal e porcamente o idioma do país que está visitando é melhor se divertir com isso, ou será bastante desconfortável se comunicar.  Eu e Beto nos completávamos, cada um entendia e falava um pouco, às vezes, nenhum dos dois entendia nada (quando queríamos ovos de gema mole no café da manha, e tivemos que apelar para a foto do cardápio mesmo).  O Google Translate ajudou em outro momentos, por exemplo, para pedir que vissem porque o aquecedor (heater) não esquentava. Vale tudo para se fazer entender. 
A primeira impressão da cidade é que tudo é MEGA. Um dia não é suficiente nem para conhecer uma grande loja de departamento.  Ir a um ponto turístico é contar sempre com uma fila gigantesca, que claro, com a organização novaiorquina anda super rápida. Milhares de pessoas pelas ruas até tarde da noite. E, claro, o apelo ao consumo se dá a cada momento que você dá de cara com as milhares de lojas de roupas, de eletrônicos, de chocolates, de brinquedos e de tudo que se possa imaginar.

Para fechar o dia, compramos ainda no Brasil ingressos para o assistir ao "Fantasma da Ópera" na Broadway.  A ansiedade era tanta, que eu tinha certeza que era para aquele dia mesmo.  Voltamos do City Tour, tomamos banho e fomos ao teatro, que começava às 20h.  Chegamos lá e descobrimos que a nossa data era no dia seguinte.  Mas, fomos orientados a tentar mudar o bilhete para a mesma noite, e fomos informados que para os lugares que compramos não havia mais, apenas pagando um pouco mais e ficando bem de frente para o palco.  Não deu outra, acrescentamos mais 20 doláres e vimos tudo bem de cara para o espetáculo. Lindo, emocionante, valeu cada centavo de dólar (o ingresso não é nem de longe barato).  


Ao sairmos do teatro, demos de cara com uma multidão de pessoas, que saiam ao mesmo tempo das outras casas de shows.  Nunca vi tanta gente na vida.  E, assim, passávamos a primeira noite na Broadway e na Time Square.