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sábado, 28 de abril de 2018

Elegância, Strudel, Mozart... VIENA


Nunca a frase "se arrependimento matasse" fez tanto sentindo.  Duas noites em Viena não são suficientes nem para começar. Cidade limpa, chique, elegante, prédios majestosos, povo educado. Vontade de ter ficado muito mais tempo lá, vontade de voltar!



A chegada foi tumultuada. Chuva, vento, neve, frio, muito frio, mala pesada e um idioma muito, muito difícil.  Não pense que é fácil encontrar quem fale inglês por aí, em qualquer lugar. Mas, a viagem foi ótima. Saímos de Budapeste de trem, pela companhia ÖBB, austríaca, fazia muito frio e nevava.  Durante toda a viagem a paisagem foi branquinha de neve e já foi um passeio super agradável e divertido. Já tínhamos uma ideia do que encontraríamos em Viena.

Apesar do perrengue ao chegar, com neve e frio pra fazer qualquer carioca congelar, conseguimos chegar ao hotel.  Chovia, ventava e nevava. Acabamos pegando um táxi, apesar da distância não ser muito grande até o hotel.  


Em Viena ficamos no Wombat's City Hostels Vienna, no Naschmarkt, um mercado famoso perto. Um hostel/albergue muito aconchegante, limpo e um ótimo café da manhã.  Além de ter um open bar, bem agradável para quem quiser aproveitar e conhecer pessoas de outros países.


Logo que chegamos, nos hospedamos e partimos para fazer uma refeição quentinha. Encapotados com casacos, gorros e luvas saímos para o frio.  Foi muito divertido ver os carros cheios de neve e pegar um pouquinho com as mãos só de onda. Fomos parar num pub bem agradável e quentinho perto do hotel. Tomamos uma sopinha, um vinhozinho e ficamos conversando aproveitando o lugar. Voltamos para o hostel e aproveitamos mais um pouco o lounge. 






No dia seguinte, já tínhamos agendado o passeio para o Palácio de Schönbrunn, conhecido como o palácio de Versalhes de Viena.



Nevava na hora em que nós chegamos lá.  Fazia muito frio, e o que podia ser um belo passeio pelo imenso jardim tornou-se um suplício. Qualquer tentativa de tirar as luvas para fazer fotos era desesperador. Várias vezes senti meu rosto e mãos dormentes. Mas, turista é turista, e mesmo como um frio insuportável, fizemos o passeio pelo jardim para fotografar. 


Apesar do frio, o jardim do
palácio estava cheio, as belíssimas peças em mármore e o jardim bem cuidado valeram o sofrimento.




Do lado de dentro, além de bem mais quentinho, o passeio pelas imensas salas, com várias obras de artes valeram o passeio. Claro, que não chega aos pés do Versalhes, mas é muito belo também.  




E, para finalizar, não podíamos deixar de comer um  Apfelstrudel (ou strudel em alemão) e tomar um café expresso divinos e se deliciar com os outros doces maravilhosos. Afinal, estávamos na Áustria, a terra do strudel.


Em seguida fomos conhecer o Palácio Belvedere, uma arquitetura barroca belíssima com um jardim deslumbrante.  Escolhemos conhecê-lo principalmente, pela famosa pintura do Gustav Klimt, O Beijo. 



Há no palácio salões lindos e diversas outras obras de artes de pintores famosos.  Não é um museu muito grande, por isso é rápido conhecê-lo.









A lojinha também é muito boa, com várias opções 
de lembranças de viagem. Canetas e lápis não faltaram para minha coleção.  Ganhei uma bela camiseta com a pintura famosa de Klimt.

À noite fomos ao concerto na Casa de Mozart.  Um prédio simples, mas uma salinha toda decorada com uma bela pintura. A sala por ser pequena requer que se compre os ingressos com antecedência.  Compramos pela internet, aqui mesmo no Brasil.




A emoção do concerto, da música e de estar na casa onde tocou o mais influente compositor austríaco, nos deixou encantados.  Nos deixou com gostinho de querer conhecer muito mais dessa linda cidade, que parece transpirar música.  Ainda conhecemos um dos músicos, brasileiro de Goiânia, que sonhou aos 13 anos, ir para Áustria estudar música e que hoje toca na sala em que Mozart tocou.



Fomos também recebidos por um
brasileiro, residente em Viena há mais de trinta anos. Ao sairmos de lá ainda demos de cara com a belíssima Catedral de São Estevão e ouvimos um ensaio de coral belíssimo. Foi uma noite encantadora.


O frio que sentimos - por não estarmos acostumados e devidamente preparados, porque não esperávamos essa temperatura em abril - não nos tirou a alegria de ter conhecido Viena.  Fizemos o passeio de ônibus Hop-on Hop off, o que ajuda muito a conhecer o lugar quando o tempo é curto. E funciona muito bem, até mesmo para nos deixar nos pontos turísticos mais importantes e depois nos tirar de lá e levar para outro. 



No dia seguinte, partiríamos de ônibus para Praga!

DICA DE VIAGEM: Nunca fique apenas duas noites em uma cidade como Viena, com tantas opções de atrações turísticas. A não ser que a cidade seja só de passagem, duas noites não dão para fazer quase nada.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

ORGANIZANDO ROTEIROS E ARRUMANDO AS MALAS

Um ano!
Um ano fez que eu fiz um roteiro que incluía as cidades de  Budapeste, Viena, Praga, Dresden, Berlim, Amsterdan e Haia, em apenas 22 dias! Por que a demora em escrever minhas aventuras imediatamente após o término, ou mesmo durante a viagem? Sabe-se lá.  Falta de tempo, preguiça, procrastinação.  A verdade é que eu dizia que ia fazer isso todo dia e esse dia nunca chegava.  E agora, que o Facebook me coloca a cada dia as lembranças desses dias, resolvi escrever as aventuras (talvez perca alguma coisa) que vivemos (eu e mais dois amigos) nesses países! Consideremos como uma retrospectiva.  Voilà!

Bom, por que esses países?  Por suas histórias (para cientistas sociais que somos, conhecer países que foram palcos de tantos acontecimentos históricos é mágico!), por suas belezas e por suas proximidades um com outros.  Em pouco tempo era possível chegar a cada cidade diferente. E, também, porque conhecíamos pessoas que já haviam feito esse roteiro e gostaram muito.  Era muito recomendado.

Embarcaríamos nessa aventura, eu, Beto (meu companheiro de viagem para NYC) e uma colega sua de trabalho. Primeira vez que viajávamos juntos os três.

Eu fiquei responsável pelo roteiro e pelas atividades (transferências de uma cidade pra outra, passeios, museus, espetáculos, comidas), tudo de interessante que coubesse no nosso tempo.  Decidir quanto tempo ficar em cada cidade, escolher o que ver e fazer num leque de tantas opções, e o mais difícil de tudo, escolher onde se hospedar não foram tarefas fáceis.  Mas, todo esse processo já é parte da viagem, e já nos fez sentir em cada lugar.

Comecei fazendo uma espécie de planilha contendo cada cidade, quando e como chegaríamos nela, onde ficaríamos e o que faríamos, como uma maneira de nos orientar.  Além disso, a escolha da forma que viajaríamos de uma cidade pra outra se deu muito em razão do tempo que tínhamos pra ficar em cada lugar.  Então, para escolher entre um trem e um ônibus foi considerado o custo-benefício valor e tempo.  Às vezes, a diferença de valor entre eles compensava o tempo que cada um daria e vice-versa.  A compra dos bilhetes dos trens e ônibus comprados já aqui e com antecedência, fez com que pagássemos mais barato.

A hospedagem, como sempre, foi a mais difícil de escolher.  Viajaríamos de cidade em cidade puxando mala (falarei disso depois) e querendo ser o mais econômico possível.  Por isso, muitas vezes, pagamos um pouquinho mais pra ficar mais perto do Centro ou dos lugares mais interessantes de cada cidade.

A pesquisa em sites e blogs de viagens, as diversas experiências, as dicas e alguns roteiros já prontos ajudaram muito a montar os nossos próprios roteiros, escolher as atividades e ter uma ideia de quanto levar para gastar.

Decididos os lugares, a única ajuda de fora que tivemos foi da Thaise (riobrastur.com.br), que nos ajudou a encontrar passagens de avião mais baratas, melhores companhias e melhores horários.  Sempre muito gentil e paciente, conseguindo o melhor preço começando em Budapeste e voltando por Amsterdam.

Os sites de buscas de hospedagens mais baratas também funcionaram muito bem.  É sempre um risco muito grande escolher hoteis/hostels de lugares tão distantes e desconhecidos.  Mas, com algumas exceções, deu tudo certo. O Booking.com, ainda oferece os roteirinhos com os principais pontos turísticos de cada cidade que vamos nos hospedar.


Outro item que não pode ser esquecido para quem não gosta de frio como eu, é escolher o melhor período para viajar para a Europa.  Decidimos ir no que seria inicio da primavera lá, além do mais queríamos muito aproveitar pra ir ver as tulipas na Holanda (geralmente entre abril e maio). Olhando sempre, com muita antecedência, o site de clima e temperatura de cada lugar, pudemos ver que ainda íamos pegar bastante frio pelo caminho.  Por isso, providenciamos, segunda pele, roupa térmica, meias, casacos, gorros, luvas e echarpes.  Mas, nada nos preparou para tanto frio.

Quanto às atividades, escolhemos pelo menos duas atividades em cada cidade, com data e ticket já comprado, aqui mesmo no Brasil para visitar museu, ver um espetáculo ou visitar um outro lugar dentro da própria cidade, como o Keukenhof (o jardim das tulipas) na Holanda, um concerto naCasa de Mozart, em Viena e o Castelo de Buda, em Budapeste.

P.S. Viajamos no dia 15 de abril de 2017, e começamos a planejar nossa viagem no inicio de fevereiro. Fomos rápidos!  Malas prontas, passaporte, dinheiro e câmera fotográfica, partimos!

Começaremos por Budapeste, venha conosco!!
Dicas, pode perguntar, quem sabe ajudamos?






Imagem:https://livingingalway.files.wordpress.com/2011/05/mala_de_viagem_021.jpg

domingo, 31 de agosto de 2014

NAS TERRAS DO TIO SAM


Decidi, de repente, que queria conhecer Nova Iorque.  Não estava nos meus planos em momento algum há alguns anos atrás.  Conhecer a megacidade do consumo para quê? Mas, resolvi mudar de ideia e partir para uma aventura para além das compras.  Será que lá havia algo mais do que o consumo?  Precisava de companhia, viajar sozinha para um país que anda obcecado por segurança me deixou um pouco preocupada.  E, além disso, o meu inglês é pra lá de macarrônico. Convidei o meu amigo Beto, que também nunca teve o menor interesse em conhecer o país, mas que também embarcou na aventura e lá fomos nós.

Saímos daqui com  hospedagem reservada para 10 dias, em um hotel bem no meio da muvuca da Times Square, Broadway e 7 Avenida.  Quem tá na chuva é pra se molhar. Viajar para NY não tem nada de barato.  Como tínhamos fechado com um transfer (Traslado aeroporto-hotel-aeroporto) , uma companhia de brasileiros foi nos buscar, o que foi positivo, pois do aeroporto até o Centro de Manhattan já fomos tendo uma descrição dos pontos turísticos em português.  Com essa mesma companhia já marcamos um City Tour para o mesmo dia e a ida ao  Woodbury Common Outlet no dia seguinte.  Depois de 10 horas de voo, íamos apenas fazer o check- in no hotel  e partir para o city tour.  Não dá pra dormir em dólares.

Após nos acomodarmos, procuramos rapidamente por um café da manhã, e após algumas torradas e um café horrível partimos para dentro da cidade que nunca dorme.  Fomos no final de maio e inicio de junho e já era para estar mais quentinho, afinal estávamos na primavera.  Mas, ledo engano, estava um frio insuportável e eu odeio frio.  Já sabedora disso levei bastante agasalho, mas andar no vento com frio é muito desagradável.  Do prédio Dakota, onde o Lennon morava e foi assassinado, a um show na Broadway o nosso primeiro dia nos States foi cansativo, mas muito divertido.


Quando você fala mal e porcamente o idioma do país que está visitando é melhor se divertir com isso, ou será bastante desconfortável se comunicar.  Eu e Beto nos completávamos, cada um entendia e falava um pouco, às vezes, nenhum dos dois entendia nada (quando queríamos ovos de gema mole no café da manha, e tivemos que apelar para a foto do cardápio mesmo).  O Google Translate ajudou em outro momentos, por exemplo, para pedir que vissem porque o aquecedor (heater) não esquentava. Vale tudo para se fazer entender. 
A primeira impressão da cidade é que tudo é MEGA. Um dia não é suficiente nem para conhecer uma grande loja de departamento.  Ir a um ponto turístico é contar sempre com uma fila gigantesca, que claro, com a organização novaiorquina anda super rápida. Milhares de pessoas pelas ruas até tarde da noite. E, claro, o apelo ao consumo se dá a cada momento que você dá de cara com as milhares de lojas de roupas, de eletrônicos, de chocolates, de brinquedos e de tudo que se possa imaginar.

Para fechar o dia, compramos ainda no Brasil ingressos para o assistir ao "Fantasma da Ópera" na Broadway.  A ansiedade era tanta, que eu tinha certeza que era para aquele dia mesmo.  Voltamos do City Tour, tomamos banho e fomos ao teatro, que começava às 20h.  Chegamos lá e descobrimos que a nossa data era no dia seguinte.  Mas, fomos orientados a tentar mudar o bilhete para a mesma noite, e fomos informados que para os lugares que compramos não havia mais, apenas pagando um pouco mais e ficando bem de frente para o palco.  Não deu outra, acrescentamos mais 20 doláres e vimos tudo bem de cara para o espetáculo. Lindo, emocionante, valeu cada centavo de dólar (o ingresso não é nem de longe barato).  


Ao sairmos do teatro, demos de cara com uma multidão de pessoas, que saiam ao mesmo tempo das outras casas de shows.  Nunca vi tanta gente na vida.  E, assim, passávamos a primeira noite na Broadway e na Time Square.







sexta-feira, 3 de maio de 2013

COM QUE MALA EU VOU?

A minha primeira experiência com bagagens, não foi bem com uma mala, mas com uma mochila.  Aquelas de mochileiro mesmo, de 43 litros.  Na época, fui fazer o circuito cidades históricas de Minas (Ouro Preto, Mariana, Tiradentes...), com o namorado.  E, como toda mulher inexperiente na arte de viajar com mochila, enchi a minha com coisas, que no fim foram totalmente desnecessárias.  O pior, foi ter que carregar uma bagagem que pesava mais do que eu.  Era a própria tartaruga Ninja, com aquela mochila nas costas.

E, aí, de uma cidade pra outra deixamos as mochilas em um guarda-volumes de rodoviária, pois não havia necessidade de levá-las onde íamos.  Quando retomamos para pegá-las, o senhor que nos atendeu, deu a mais pesada para William e me deu a mais leve.  Mas, para me provocar e me "ensinar", ele disse ao guardador que a mais pesada era minha mesmo, e não carregou pra mim.

A partir desse episódio, comecei a tomar mais cuidado em fazer a mochila ou mala.  Nas viagens seguintes, fui muito criteriosa em arrumá-las.  Mais tarde, comecei a viajar à trabalho, e então, comprei uma mala pequena, geralmente usada para viagens, de no máximo 15 dias. Desde então, passei a usá-la direto.

Hoje, já não uso mais a mochila porque não posso carregá-la, uso as de rodinha.  Comprei uma linda e super prática, ótima para viajar!

Quando viajei à Paris, levei a minha mala pequena, para ficar um mês.  Todo mundo se impressionou, já que ia ficar tanto tempo.  É, claro que voltei com o dobro!  Mas, o truque é exatamente esse, levar o mínimo para poder trazer cheia de comprinhas!

Fui aprendendo aos poucos.  Como geralmente, nunca viajo para lugares frios, minha roupas são sempre para verão.  Comprei aqueles kits para colocar shampoo, creme e condicionador, assim não preciso levar aqueles potes grandes. Se for para o exterior, nem levo, compro lá mesmo.  Afinal, usar shampoos franceses é bem melhor!  Com relação às roupas, costumo fazer uma lista dos dias que vou ficar e seleciono uma roupa para cada dia (claro que bermudas, sais e calças sempre podem ser usadas mais de uma vez). Além disso, há hoje lavanderias express em tudo quanto é lugar, qualquer emergencia é só levar em uma.  Fiz muito isso em Portugal!

Quanto aos sapatos, geralmente levo um bem confortável para andar, e um ou dois para ir em algum lugar mais arrumadinho.  Nunca levo mais de 3 pares de sapatos (para viagens longas). Como não sou muito ligada em maquiagem e bijus, levo o essencial, apenas para dar um pouco de brilho.

No final do mês, vou para São Luis, e já estou separando o que levar. Provavelmente, muito pouca coisa, já que lá é lugar quente e de praia.  Bermudas, biquinis e camisetas.  A mala vai ser pequena!





sexta-feira, 8 de março de 2013

INTERCÂMBIO PÓS 40


Já viajei sozinha várias vezes e não vejo nenhum problema nisso!  Curto poder fazer meus próprios roteiros e segui-los conforme minha disposição. Mas é claro que viajar acompanhada tem suas vantagens, e muitas! Boa companhia para viajar é sempre muito bom.  Boa companhia!!  Aquela que compartilha com você os mesmos interesses numa viagem. No entanto, nunca tinha feito uma viagem internacional sozinha.

Em 2011 resolvi ir à França.  Finalmente, eu ia conhecer a cidade dos meus sonhos: Paris.  Agora eu tinha tempo, férias e dinheiro para poder ficar um mês na Cidade Luz. À princípio havia pedido uma licença de três meses no trabalho (como funcionaria pública tenho esse direito) para estudar.  Com a liberação pretendia passar esses meses em Paris estudando francês e me preparando para um pós-doc.  A solicitação não foi aceita, então, eu só teria o mês das minhas férias.  Resolvi aproveitar esse tempo mesmo para treinar um pouquinho o idioma, o qual ja tinha um bom conhecimento.

Como ia sozinha, fiquei meio apreensiva de ir sem um apoio para qualquer emergência. Um mês em um país distante, sozinha e sem conhecer ninguém era no mínimo, tenso.  Então, resolvi procurar uma agência de intercâmbio.  Um amigo, com mesma idade, já havia tido uma experiência em Londres, gostou e me recomendou uma agência.

Além da sugerida por ele, pesquisei outras, li depoimentos, verifiquei preços, e acabei por contratar os serviços da www.portaldointercambio.com.br, apostando na dica do meu amigo. Fui super bem atendida e orientada.  Coloquei para eles meu objetivo, minhas necessidades e minhas exigências.  Quando tudo estava organizado fui à loja e lá o Philipe, que me atendeu todo o tempo, me passou todos os documentos necessários, endereço da casa onde ia ficar, endereço e horário do curso de francês, além de me mostrar no google maps a localidade do endereço da residência onde ficaria por um mês.  Isso foi super importante, pois, quando cheguei em Paris, acabei orientando o motorista (que não conhecia o endereço) a chegar no lugar, e quando visualizei o prédio, imediatamente me localizei!

Assim viajei.  Não tive nenhum problema na imigração, peguei um táxi no aeoroporto e me dirigi à casa onde ia ficar hospedada. Minha famille accueil era formada por um casal e um adolescente; tinha um quarto só pra mim (exigência minha), com café da manhã e jantar (opção também escolhida por mim). A família possuía roteador, portanto, pude usar o wi-fi sem problemas. Além disso, pagando, tive minhas roupas lavadas e passadas dentro de casa.

Passei a maior parte do tempo em contato com a dona da casa.  Apesar da limitação da língua (só quando cheguei no país verifiquei  como meu francês estava limitado) ela foi sempre muito solícita e educada, a despeito do que falam dos franceses.  

Eu saía cedo para o curso (que era pela manhã) e passava todo o restante do dia conhecendo Paris.  Voltava sempre à noite, morta de cansada.  Jantava, via meus emails e dormia!!

Verifiquei a rotina da casa e respeitei horários e costumes, como respeitar o horário do café da manhã, do jantar, e do banho. Não tive nenhum problema com a família.  Ao contrário, me senti em casa!

Portanto, super indico para quem deseja visitar outro país, conhecer os costumes de uma família nativa, economizar e ter mais segurança.  Pretendo fazer outros!

terça-feira, 20 de novembro de 2012

DE ALDEIA EM ALDEIA, DE CASTELO EM CASTELO, A HISTÓRIA DE PORTUGAL


Entrei sozinha em uma catedral, cuja construção é de final do Século XIV.  Imensa, escura, de estilo manuelino.  Estava fazendo algumas fotos e um homem estranho não saía do meu lado; me lembrei na hora daqueles filmes medievais, dos guardiões dos templos; fiquei com medo! rsrsrsrsrs

Já me sentindo incomodada, achando que ele estava me constrangendo por causa das fotos, perguntei se podia tirá-las, ou se havia alguma restrição.  Então, ele me respondeu que não havia problema, que ele era o guarda da sé e que estava ali para qualquer dúvida e necessidade.  Meio sem graça, puxei alguma conversa e ele me contou sobre a catedral, e percebendo pelo meu sotaque, disse-me que a catedral fora construída bem antes de o Brasil ser descoberto!!  Sorri pra ele e comentei, que realmente éramos um país muito jovem.
Estava em Guarda, uma das ínumeras aldeias medievais que conheci em Portugal.  Tratava-se da Sé da Guarda e como todas as igrejas, castelos e torres de menagem que visitamos, era belíssima.

Catedral em Guarda, tapetes em Arraiolos, galinho em Barcelos.  Feira medieval em Óbidos, templo romano em Évora; Santuário do Bom Jesus, em Braga; Torre de Menagem em Chaves, e ainda Ourém, Montesinho e Monsanto, uma aldeia empoleirada em uma encosta granítica.  Cada um desses lugares, embora com uma arquitetura bem parecida, tem sua particularidade e encantamento.  

É preciso boas pernas e folego para subir todas as ruelas e chegar aos castelos.  Às vezes, restam apenas as torres de menagem, reduto de defesa dos castelos medievais.  Embora, muitas vezes, só restem poucas pedras daquilo que um dia foi torre ou castelo, tudo é completamente organizado, limpo e cuidado para que o turista se sinta dentro da história.

Todas essas aldeias encantam pela tranquilidade, limpeza e boa receptividade para com o turista.  No entanto, algumas curiosidades.  As lojas demoram para abrir, geralmente, depois das 10h.  Fecham para o almoço e só abrem depois das 15h.  Bom pra quem não quer gastar muito dinheiro! rsrsrsrs

E alguns restaurantes fecham pro almoço, e só abrem depois do meio-dia e meia.  E, não é piada de português. Fiquei meia hora na porta do restaurante, esperando os funcionários acabarem de almoçar para depois abri-lo.

Enfim, viajar a Portugal é mergulhar na história medieval.  É conhecer um pouco da nossa própria história, conhecer nossas origens!!  Sem contar com a culinária.  Come-se muito, comida boa e barata!!


terça-feira, 13 de novembro de 2012

PELAS ESTRADAS DA TERRINHA

Domingo, 19 de agosto de 2012

Estamos na estrada de Braga para Chaves.  Enquanto William dirige, estou lendo um livro indiano com tradução em português de Portugal (não resisti a uma feira do livro no Porto; livros a dois Euros!!). De vez em quando, pergunto o significado de algumas palavras: rabo, por exemplo, é bunda?  Está um lindo dia e as boas estradas fazem com que a gente viaje tranquilo, sem sobressaltos.  A paisagem é linda, repleta de campos, pontilhados de casinhas.  Ouvimos uma estação de rádio, que hora toca música americana, ora toca música brasileira.  Música portuguesa, nada.  Se bem que, não gosto muito de fado!!

Paramos em Chaves, recuperamos nossas malas, pois as havíamos  deixado no hotel, por não caber tudo nas malas dos carros, quando saímos de lá com os tios do William, 10 dias antes.  Por causa desse imprevisto, passamos todos esses dias só com nossas mochilas. Salve as lavanderias!! Aproveitamos a tarde para tomar um cafezinho com doces regionais e partimos para o nosso próximo destino: Bragança!

Segunda, 20 de agosto de 2012
Estou dentro do Castelo de Bragança; sentada tomo um guaraná Brasil. É bom!
Descanso depois de uma boa caminhada em torno daquilo que, um dia, 480 anos atrás foi uma fortaleza para reis e rainhas. Enquanto descanso, William sobe à torre de menage; as escadarias não me permitem tal feito.  Já estou satisfeita com o que vi, já me sinto a própria Rapunzel de tanta torre que já subi  Bragança é mais uma das lindas cidades medievais de Portugal.  O Centro Histórico é a cidade cercada pelas muralhas do grande castelo.  Velhas casas e ruas apertadas são resquícios de uma era de reis, rainhas, cavalheiros, lutas e conquistas e estão presentes não só nessa cidade, mas em outras dezenas que conhecemos!  Um verdadeiro mergulho na história medieval de Portugal!!






sábado, 3 de novembro de 2012

DESCOBRINDO PORTUGAL


Como já disse anteriormente, conhecer Portugal não estava nos meus planos imediatos.  Mas, algumas circunstâncias me fizeram aproveitar minhas férias e passar 20 dias no país.  A princípio achei que era tempo demais e queria aproveitar pra conhecer algumas poucas cidade na Espanha. No entanto, acabei por ficar apenas em Portugal, e por estar muito pertinho dei um pulinho até Santiago de Compostela, para conhecer a mística igreja de São Tiago.

Quando viajo gosto muito de conhecer os costumes e os lugares que não estão muito nos roteiros tradicionais dos tipos "Conheça Portugal, Espanha em 5 dias", e aí é uma corrida desenfreada para conhecer e fotografar os principais pontos turisticos.  Claro, que isso acontece muito por causa do pouco tempo que temos, além do valor de uma viagem mais longa.  Por isso, quando viajo planejo uma cidade ou um país que gosto muito e o exploro bastante. Em Portugal não foi diferente, vinte dias em uma país pequeno, de carro, com estradas maravilhosas, deu pra conhecer Portugal de Norte a Sul.

O meu primeiro contato com a terrinha foi em uma aldeia na região de Alto Trás-os-Montes, Chaves.  Lá, habitam parentes do meu marido e fomos recebidos com todo o calor dos portugueses de aldeia.  Uma mesa farta com muito bacalhau, pernil, batatas, doces e tudo regado a muito azeite e vinho caseiros, deu entrada a dez dias de muita comilança!!

Apesar da presença de dois religiosos (uma freira e um padre), foi muito divertida e proveitosa essa convivência, pois partilhamos de uma experiencia cotidiana, dificilmente vivida quando visitamos um país pela primeira vez.  Além disso, os casos, as piadas e as comidas, principalmente as comidas caseiras, nos aproximaram e nos fizeram sentir em casa.

 
E o que falar da lingua?  É estranho e engraçado estar em outro país, europeu, ouvir e ler em todos os lugares sua própria lingua.  Para quem tem problemas com idiomas é uma mão na roda não ter que se preocupar com isso.  A não ser quando eles falam muito rápido, e aí... pede pra repetir!

Portugal me conquistou.  Pela simpatia dos lusitanos, pelas aldeias medievais muito bem preservadas, pelas ruas limpas, pela educação dos vendedores e pela comida farta.  Mais ainda, por estarem em crise financeira, pelos baixos preços, dos hotéis aos souvenirs!!