terça-feira, 3 de julho de 2012

Qual é a sua religião ou culto?


É com respostas a essa pergunta que o IBGE divulga a religião de mais de 190 milhões de brasileiros.  Calma, antes que você diga que não foi entrevistado, a pesquisa sobre religião é amostral.  Ou seja, apenas uma parcela da população (mas a amostra é muito grande) é entrevistada e, depois, essa amostra é ampliada para que possamos incluir todo o país.

O Brasil é o único país que pergunta sobre  religião no Censo Demográfico.  E, ainda que se diga que religião, política e futebol, não se discutem, os brasileiros gostam de saber a religião um do outro e, mais ainda, saber qual é a religião majoritária do país.  Somos um país laico, onde grupos religiosos decidem bastante em nossa sociedade.

Como especialista em sociologia da religião é muito interessante ver o mapa das religiões do Brasil.  Preferimos falar em diversidade de grupos religiosos, a diversidade religiosa, uma vez que somos um pais de maioria cristã.  Mas, a verdade é que temos muitas formas de crer e de manifestar essa crença, e não cabem mais dentro de apenas um grupo religioso.  Dizendo melhor, há brasileiros que declaram ter mais de uma religião!

O Censo 2010 mostrou a tendência das últimas pesquisas, onde podemos ver que ainda somos um país católico, mas, que esse  número vêm caindo; evangélicos e espiritas vêm crescendo, só pra falar  dos grupos com mais fiéis.  Mas, há também o crescimento daqueles que se declaram sem religião.  E, desta vez, destacamos aqueles que se declaram ateus e agnósticos.

A pesquisa possibilita muitas análises e revela que, através da religião, podemos conhecer um pouco mais da nossa nação! 

http://www1.folha.uol.com.br/poder/1112382-catolicos-passam-de-931-para-646-da-populacao-em-50-anos-aponta-ibge.shtml

sábado, 23 de junho de 2012

RIO + 20, EU FUI , E DAÍ?

Hoje é o primeiro dia sem o RIO + 20, a cidade aos poucos volta ao normal.  Descanso merecido de sábado, outras programações, não tem mais circo, "não tem mais brincadeira, ê, José! Não tem mais confusão, ê João!..." o espetáculo já passou !!!  Foi essa a minha sensação!  Muito show, muita encenação, muita mídia e no final, o que ficou? Sempre me preocupo com espetacularização da coisa séria.  Funciona mais ou menos assim:  a realidade é muito dura, vivemos no tempo da felicidade a qualquer preço, por que se preocupar tanto com o futuro, nem vou estar mais lá. Tá bom, vamos pensar um pouco sobre o assunto, mas junto, vamos fazer um showzinho , pois ninguém aguenta tanto problema, sem um espetaculinho!  E assim, a questão séria se perde num monte de imagens, sons, filas, correrias e mídia!  Se a proposta de tantas imagens, palavras e sons era transmitir algo, causar impacto e nos fazer refletir, uma platéia de mais de 200 mil pessoas não te permite isso.  Eu duvido que alguem tenha conseguido ler ou entender cada mensagem das salas que compunham o evento Humanidades no Forte Copacabana.  Eu me senti impactada, não com o que estava exposto, mas com a quantidade de gente que estava ali, não para refletir, mas para ver o espetáculo, tantas vezes exaltado pela grande mídia.  Políticos, autoridades, celebridades, todos querendo um pedacinho dessa platéia! Mas, graças a Deus, há aqueles que acreditam na coisa séria.  E, entre um espetáculo e outro, causaram algum desconforto! Desconforto, claro, pois a sociedade do espetáculo não quer ninguém questionando os seus métodos.  Passeatas, discussões, reflexões, nos acordando para a realidade incomodam muita gente e não dá ibope, pra que mostrar!  Ainda bem, que enquanto o circo passava, haviam aqueles que mostravam que não somos todos marionetes desse sistema que transforma coisa séria em teatro midiático. No que resultou tudo isso?  Um documento pífio, só pra justificar, tanta encenação, tantos gastos, tanta conversa jogada fora.  Coisa séria, vai se empurrando com a barriga.  Vamos curtir a copa, as olimpiadas.
Viva a socidade do espetáculo!!!
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sexta-feira, 22 de junho de 2012

Meu Cartão Postal

Hoje, quando abri minha caixa de correios havia apenas uma correspondência.  Solitária, como que me aguardando para resgatá-la daquele lugar frio e receptáculo apenas de contas, anúncios e propagandas.  Também, algumas revistas, pois ainda não me rendi às leituras online.  Esta correspondência, tratava-se de um cartão postal, não qualquer cartão, mas de um feito de próprio punho, desenhado especialmente pra mim, cujo o assunto só alguém que me conhece pode definir.  Embora, eu já soubesse que iria recebê-lo, as coisas do dia-a-dia me fizeram esquecê-lo, mas quando o vi ali, no cantinho, solitário, me enchi de alegria.  Talvez o autor do cartão não saiba, mas eu tenho todos os cartões e cartinhas-poemas que ele me enviava, lá naqueles tempos, quando ouvíamos Legião Urbana, Beatles e John Lennon; quando ainda trocávamos correspondencias e não somente e-mails.  Dizia a ele, que quando fosse famoso, podia me dar ao luxo de dizer que possuia os seus primeiros trabalhos.  Ele pode ainda não ser "famoso", mas suas obras têm se aperfeiçoado cada vez mais, e nós, seus amigos temos nos beneficiado disso, já que ele compartilha conosco desse talento tanto de escrever, quanto de desenhar.  

Gil Moulin, muito obrigada por essa surpresa, muito obrigada pelo cartão, muito obrigada pela sua amizade.
Não sou muito boa com poemas, muito menos com desenhos,  mas, em retribuição deixo todo o meu carinho e amizade.  Grande beijo!



quinta-feira, 14 de junho de 2012

RIO + 20 - O QUE ISSO TEM A VER CONOSCO?


Hoje começam os trabalhos da RIO + 20, vinte anos depois da RIO ECO 92.  De lá pra cá, o que mudou de fato?  A preocupação é a mesma: diminuir o impacto da humanidade no planeta terra, ou seja, consertar o estrago que nós mesmos fizemos ao planeta, e consequentemente a nós mesmos.  Segundo especialistas poucas coisas mudaram nesses 20 anos para cumprir esse objetivo.  Algumas das discussões que dominarão a Rio+20,  já estavam na pauta de 1992.

Não há dúvida que a consciencia ambiental mudou. Tratos com o meio ambiente, cuidado com o lixo, incentivos à reciclagem e o uso de produtos que agridam menos o ambiente tem pautado agendas em todas as sociedades quando o assunto é proteger o planeta.  O problema é que numa sociedade de consumo, onde TVs e celulares são descartados a cada segundo e as ruas estão abarrotadas de carros, o nosso desafio ainda é muito grande.

Não vou discorrer sobre o assunto, pois não tenho conhecimento para isso, mas apenas colocar algumas questões para refletirmos. Pois, mesmo sabendo que há pessoas honestas e preocupadas com o problema ambiental e com o nosso futuro, os maiores responsaveis por essa degradação, as empresas capitalistas, poucos vão fazer para mudar esse quadro.  E, se o fizerem é para que evitem os próprios prejuízos.

Lendo sobre o assunto, achei Paula Brügger, professora do Departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de Santa Catarina.  Em seu livro Educação ou adestramento Ambiental? A autora coloca muito sabiamente  a questão ambiental não é apenas a história da degradação da natureza, mas também da exploração do homem (que também é natureza!) pelo homem.”  Mas, nos habituamos a não nos considerarmos parte do sistema. Não associamos a degradação da natureza com a nossa própria degradação.  Nos achamos superiores e, portanto, como tais, temos domínio sobre ela.  Poucos são aqueles que ainda vivem da natureza da forma mais primitiva e dela tira seu alimento e a respeita. Queremos fazer isso agora, tardiamente, mas ainda assim, com algum lucro.  Proteção ecológica agora é econegócio.

Um exemplo disso, é o sucesso dos biocombustíveis, mas às custas de trabalho quase escravo.  E o que dizer da grife Zara, que mesmo sendo denunciada por trabalho escravo ainda assim teve um senhor lucro no ano da denuncia? Sem contar a crueldade com os animais para sustentar os conglomerados de fast-foods como Mac Donald´s, Burger King, FKC, etc, e as condições sub-humanas dos trabalhadores dessas empresas.

A pergunta que não quer calar.  Essas empresas abrirão mão de seus lucros pelo bem do planeta?
E, nós, abriremos mão dos nossos luxos pelo bem comum?  Deixaremos de frequentar os Mac Donald's mesmo sabendo que eles são os maiores responsáveis pela poluição do planeta? Deixaremos de comprar carros, mesmo sabendo que os recursos naturais para mantê-los andando custa muito caro à natureza? Deixaremos de trocar de celulares, laptops, tvs, mesmo sabendo que o lixo ecológico faz um tremendo mal à natureza e a nós mesmos?

No entanto, é o que querem nos fazer crer, que somos nós, o lado mais fraco dessa corda, os culpados por tudo de ruim que está acontecendo no planeta, e aí fomos alertados para  apagar nossa luz, tomar nosso banho mais rapidinho e usar sacolinhas ecologicas para dizer que estamos ajudando o planeta e assim ficarmos  de bem com a nossa consciencia.  É um começo, mas não é tudo

Qual é a nossa participação? Enquanto continuarmos alimentando o consumismo desenfreado promovido pela economia capitalista, que nos acena a cada dia com mais necessidades que não tínhamos até então, nada vai melhorar.  A natureza tem seu tempo, é devagar, com sabedoria.  A nossa necessidade de consumo é rápida, é destruidora, é burra!
Será que o Planeta aguenta!



http://www.nopatio.com.br/ecofriendly/cupula-dos-povos-por-uma-outra-rio-20/




Leia e saiba mais sobre o assunto!
  • Sucesso dos biocombustíveis esconde trabalho sub-humano (http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=trabalho-sub-humano-canaviais&id=5434);  
    http://www.ecodesenvolvimento.org.br/posts/2012/janeiro/trabalho-escravo-ainda-e-pratica-frequente-nohttp://www.coletivoverde.com.br/zara-trabalho-escravo/
  • Bem-estar animal agita acionistas de grandes empresas do agronegócio  
  • McDonald’s rejeita proposta contra obesidade infantil - http://hypescience.com/mcdonalds-rejeita-proposta-contra-obesidade-infantil/ 
  •  http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2012/06/dois-anos-depois-lanche-de-mc-donalds.html

domingo, 13 de maio de 2012

MÃE!


Há pouco tempo acabei de ler "Precisamos falar sobre Kevin" de Lionel Shriver  E, este livro, entre outras coisas trata daquilo que nenhuma mulher gosta de admitir:  que nem todas nasceram para ser mãe, que quando uma mulher acaba cedendo às pressões da sociedade, de que precisa ter filhos, isso pode ser bastante frustante e trazer problemas para toda a família, inclusive criar uma criança desasjustada.  Quando resolvi ler o livro, uma amiga comentou que, quem desejasse ter filhos não deveria lê-lo.  Mas, penso justamente o contrário, o livro é muito impactante, muito reflexivo.  E, só veio reafirmar algumas coisas em que eu já cria, tais como:



  • Embora as mulheres tenham nascido com a capacidade de gerar filhos, nem todas nasceram para ser mãe.  Vejo isso todos os dias nos telejornais.  Mulheres jogando seus filhos fora, como se fossem lixo; matando-os de tanto espancá-los porque não tem paciência para criá-los.  Deixando-os sozinhos em casa ou na companhia de outras crianças, para se divertirem. 
  •  A maternidade não é tudo na vida de uma mulher.  Crescemos com a idéia de que para sermos felizes precisamos ser mãe. A sociedade ainda cobra isso o tempo todo das mulheres.  Ouço várias mulheres dizerem que só foram felizes depois que tiveram filhos.  Há muitos mitos em torno da maternidade, e vamos passando isso de geração em geração ainda.  É possível ser feliz sem filhos, conheço muitas pessoas que o são.  Eu não tenho filhos, por opção, e sou feliz!  Amo crianças, cuido delas quando é preciso, leio sobre educação, gosto de trocar fraldas, contar histórias, desenhar, sentar no chão e etc.  Mas no final do dia devolver para os pais!  rsrsrsrsrs.  Uma vez ouvi uma mulher dizer que depois que teve filhos passou a ter mais compaixão pelas crianças de rua.  Que tristeza, pois quando olho uma criança de rua tenho compaixão como se fossem meus filhos.  Esse mito de que só quando se é mãe se é capaz de fazer determinada coisa me parece muito limitante!
  • Filho é coisa séria.  A coisa mais fácil do mundo é fazer filho, é prazeroso até.  Pari-lo pode ser pouco dolorido, se for por cesariana ou um pouco mais se for normal.  Hoje em dia, poucas são as mulheres que querem "sofrer" pra ter filhos.  Eu também escolheria o menos dolorido.  Dificil é criar, educar, abrir mãos de muitas coisas para se criar um filho.  Outro dia fui ao shopping e tinha um casal com um bebe que acabara de sair da maternidade (com certeza ainda nem tomara as primeiras vacinas), que chorava agoniado.  Eu me pergunto, que mãe é essa que não consegue deixar de ir ao shopping por pelo menos três meses pelo bem estar do seu filho?  Dizem que eu sou radical e sou!  Ser mãe é abrir mão de coisas sim!  Pelo menos, enquanto o filho ainda depende dela.  Quando se tem um filho não se é mais livre para fazer o que quiser; o bem estar da criança vem em primeiro lugar, é assim que eu penso. Não que a mãe não possa mais se divertir, ter um tempo só pra ela, sair, ir ao cinema.  Mas, expor uma criança até tantas horas na rua porque "não vai deixar de fazer nada por causa de filho" é paradoxal!  
  • Ser mãe deve ser uma decisão séria.  Ter paciência, gostar de crianças, saber que vai ter que abrir mão de algumas  coisas, que nunca mais vai dormir em paz, que a responsabilidade sempre será mais dela,  disso não ter a menor dúvida, são pré requisitos para querer tornar-se mãe.  Não porque a sociedade cobra, não porque a idade está avançando e é preciso logo ter um filho, não porque o companheiro quer; a decisão tem que ser da mulher, porque é ela que vai ser a mãe.  Porque, com raríssimas exceções, no final quem fica com todas as responsabilidades são sempre as mães.

  • A todas as mães, que dedicam ou já dedicaram seu tempo, seu amor e até toda a  beleza para cuidar dos seus filhos um FELIZ DIA DAS MÃES.  Às mães, como a minha, que teve que ser pai e mãe ao mesmo tempo, um PARABÉNS REDOBRADO!

    quinta-feira, 5 de abril de 2012

    DOMINGO É DIA DE RESSURREIÇÃO!

    Hoje eu saí para cortar os cabelos (por causa do repouso tenho saído pouco de casa), quando vi uma  conhecida loja de chocolates lotada.  Me dei conta que era quinta-feira e que amanhã será feriado (sexta-feira santa).  Mais conta me dei  de que se eu quisesse comprar algum ovo de páscoa tinha que enfrentar a fila da loja!  Meio aversa à locais cheios e com fila, não tinha muita opção.  Entrei!

    Lá dentro pouca coisa restava, e segundo a gerente da loja nada seria reposto, pois tudo já tinha sido vendido.  Peguei uma coisa aqui, outra ali, pensei em algumas crianças, mãe, alguns outros e pronto, já havia acabado as minhas compras.  Agora era encarar a fila.  Bengala em uma mão e cestinha em outra, fui convidada a sair da fila (graças a Deus).  Sai de lá com meus poucos ovos e chocolates para distribuir principalmente para as crianças, no Domingo!  Esta tem sido a Páscoa do comércio!

    Se no Natal, Cristo ja foi substituido totalmente por papai noel na maior parte dos lares, imagino que na Páscoa, o coelho que traz ovos de chocolates é o personagem principal!  Pergunte a qualquer criança se ela sabe o que significa a Semana Santa e possivelmente, nem os pais vão saber explicar!!

    Mas, Páscoa é Ressurreição, ressurreição de Cristo.  Cristo passa por uma via dolorosa até a cruz e lá, pelos pecados dos homens morre a morte mais humilhante de sua época, pregado em uma cruz.  Morto, é colocado num túmulo; como filho de Deus, ressucita no domingo, garantindo assim a morte e ressurreição de todos aqueles que morrem com e por Ele.  

    Para os cristãos, domingo de páscoa é dia de esperança, de relembrar o sacrifício e a vitória de Cristo!  É dia de louvor, de agradecer à Deus a esperança vindoura!  De saber que para o cristão, a morte não é o fim, mas o recomeço de uma vida com Cristo!

    FELIZ PÁSCOA DE CRISTO!!


     "Porque, se temos sido unidos a Ele na semelhança da sua morte, 
    certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição" 
    (Romanos 6.5)

    Foto 1. http://lethalgirl.zip.net/arch2007-04-08_2007-04-14.html
    Foto 2.http://www.odiariocristao.com/2011/04/ressurreicao-aparicao-e-ascensao-de.html

    sexta-feira, 9 de março de 2012

    TURMA DA MÔNICA - Politicamente correta?


    Eu cresci lendo gibis, principalmente a Turma da Mônica!  A minha coleção era imensa e eu adorava aquela turminha.  O vestido vermelho e pés descalços da Mônica; os cinco fios e espetados cabelos do Cebolinha e, claro, a tloca do "r" pelo "l".  O que dizer da Magali, sempre faminta e com um pedaço de melancia.  Eu até fui muitas vezes chamada de Magali, por gostar tanto da fruta.  A aversão do Cascão por água e por banho rendeu tirinhas hilárias, principalmente quando ele corria de algum temporal.  E, o Chico Bento?  Com o sotaque caipirês, sempre procurando por uma onça?  Quem leu essa turminha, nunca esquece!

    Bem, nessa semana fui comprar umas revistas e dei de cara com uma coleção histórica da turminha.  É uma série de volumes (com uma caixinha pra guardar), com cinco gibis (Monica, Cebolinha, Cascão, Magali e Chico Bento) com historias antigas.  Não resisti e um comprei a caixinha, que já está no número 27.  

    Há algum tempo comprei uma revista da Mônica, mas nao atentei muito para as diferenças nos gibis atuais.  Quando peguei a primeira revista dessa coleção, a da Mônica, a única coisa que reparei foram os traços dos personagens.  Os de hoje são mais arrendondados, mais bonitinhos, digamos!  Mas, após a primeira história, um adendo foi colocado.  Duas páginas contavam a origem, o ano e o preço do gibi (em Cruzeiros) e, as mudanças necessárias em função do "politicamente correto".  Curioso é que, quando eu comecei a ler a historinha, imediatamente me atentei para isso.  Pois, querendo ou não, há no comportamento da turminha algumas atitudes que não ficariam nada bem hoje em dia.

    E, foi curioso ler, em cada gibi da coleção o que cada personagem teve que mudar para se adequar às novas políticas contra qualquer discriminação ou ter uma postura correta em relação ao meio ambiente.  Eu não sei como isso está sendo feito, pois não tenho lido os gibis atuais e, como fiquei curiosa, em breve vou comprar algumas pra ver.

    Eis algumas curiosas mudanças:  A Mõnica não dá mais coelhadas no Cebolinha?  Lendo sobre o assunto em outros blogs, fiquei sabendo que a Monica foi acusadade bullying, além de agredir os amiguinhos!  Tudo bem, ela podia pegar mais leve, mas sem as coelhadas, tem graça?

    O Cascão, pelo que entendi, continua sem tomar banho, mas não deseja mais o fim de toda água do planeta (afinal a escassez de água é razão de preocupação mundial) e nem tem mais como herói o Capitão feio, o vilão que queria sujar e poluir a Terra!  Tudo bem, podemos passar sem isso.  Mas, o Cascão limpinho, não rola!

    O Chico Bento, não mata mais as onças, ao contrário as protege e cuida do meio ambiente. Ótimo, faz todo sentido.  Gostei também de saber que o Mingau (gatinho da Magali) não anda mais nas ruas; caseiro, come patê de atum, ração e dorme numa confortável almofada.

    Quanto a  Magali?  Tadinha, está sendo acusada de obsessão por comida, e o que é pior, sem engordar. Continua magrinha, magrinha (bulimia?) Ou seja, estimula as crianças a comerem sem parar, sem a preocupação de engordar.  Sem querer, está criando obesos.  Não sei como a Magali resolveu esse problema.  Mas, ela ainda gosta de melancia?

    E o Cebolinha?  Parece ser o único que passou incólume.  Apenas como vítima da Mônica, deve estar levando menos coelhadas agora.  Mas, será que ninguém se importou com ele continuar falando "elado".  Isso não é prejudicial para as crianças que estão em fase de alfabetização? 

    Atualizações são necessárias, sem dúvidas.  Mas, sem radicalismos!  Por que tudo que é radical perde a graça.  E, os gibis são para nos divertir, nos levar para outra dimensão, uma dimensão mais leve, bem mais leve.