quarta-feira, 31 de agosto de 2011

O PRIMEIRO MULTIFOCAL NUNCA VOU ESQUECER!!!


Comecei a usar óculos na adolescencia!! Nunca quis usar lentes, não queria mais esse trabalho. Nunca tive problemas com os óculos. A não ser nos dias muito quentes, quando eles escorregam mais no rosto suado. E, quando chove, é um problema. Ainda nao inventaram um parabrisa para óculos.

Sempre os usei para longe (miopia e astigmatismo) e nunca precisei tirá-los para ler. Os troco todo ano, adoro óculos novos.

Mas, no início desse ano começaram os problemas. Eu não conseguia mais ler ou usar o computador com os óculos, estava tendo que tirá-los ou, tendo que olhar por cima deles para poder ler. Ou seja, para ler eu não precisava. Mas aí era um tira e bota infernal. Colocava para ver longe e tinha que tirar para escrever ou ler.

Resolvi voltar no oftalmo e contar do meu desconforto. Ele riu e me disse: "Bem vinda aos problemas dos 40". Em tom de brincadeira é engraçado, mas quando voce se dá conta de que esse é mais um sinal de tua decadencia humana, isso nao tem a menor graça.

Refeito os exames, la vamos nós para as óticas, procurar um belo oculos, que em nada pareça um multifocal. Isso, depois de várias pessoas dizerem que eles são horríveis!! Dá enjoo, que não dá pra descer escada e por aí vai! Enfim, vamos nós.

Chegando na Ótica um belo rapaz, novo e todo simpatico vem me ajudar a escolher meu primeiro multifocal. E ele também sabe que isso é um problema para as que tem mais de 40, não adianta mais esconder a idade, se é essa a intenção. Todo educado ele pergunta: "A senhora já tem um modelo?" Pronto! Senhora, multifocal, voce se sente a idosa com o óculos na ponta do nariz.

Mas, depois de escolher, dentre vários, o mais bonito, e provavelmente um dos mais caros também, mando fazer.

Depois disso, passo a ouvir as recomendações para quem vai usar esse tipo de óculos pela primeira vez. E, um misto de sentimento toma conta da gente. Que sensação mais estranha, é ficar ouvindo que agora voce tem que olhar no centro do óculos, abaixar a cabeça e não mais só os olhos para olhar para o chão ou descer escadas, não olhar mais de soslaio, mas ter que virar a cabeça inteira, feito mulher com burca! Sinceramente? Eu me senti horrível!

Dez dias depois fui buscar meus óculos! Lindo! Como recomendação, só comecei a usar no dia seguinte, pois assim eu acordaria e começaria a usá-lo imediatamente, dando a oportunidade dos meus olhos e meu cérebro se acostumarem mais rapidamente.

Eu comecei bem, não tive problemas com as escadas (segui a orientação, baixando toda a cabeça), mas tive muito enjoo e fiquei ligeiramente tonta. Mas, depois de uma semana de uso, ja estou totalmente adaptada. E, estou adorando não ter mais que tirar e colocar os óculos várias vezes. Mas, que me senti mais velha, me senti! Agora sou multifocal!!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ó MORTE, ONDE ESTÁ Ó MORTE A TUA VITÓRIA?

"Ó morte, onde está ó morte, a tua vitória, Jesus ressuscitou!!" Este é um cântico conhecido nas igrejas evangélicas. Cantamos sempre em momentos de alegria, pois cremos que a morte não é vitoriosa; a morte do crente é o encontro dele com o Cristo vitorioso! A morte da carne é a ressurreição da vida, da vida eterna ao lado de Deus.

Mas quando perdemos uma pessoa que amamos muito, fica muito dificil cantar que a morte não é vitoriosa. E, mais ainda, ouvir nos sermões que aquele que amamos agora está ao lado de Deus, compartilhando ao lado d'Ele maravilhas que só quem parte para lá pode usufruir. É dificil nos convencer disso, quando estamos de luto.

Sinceramente, creio que por mais que amemos a Deus e que creiamos que estaremos ao seu lado quando morrermos, nos custa muito "perder uma pessoa para Deus".

No final da semana passada perdemos uma moça, uma moça de 44 anos, que morreu tão rápido e inesperadamente, que ainda estamos nos perguntamos como isso aconteceu. Ela partiu deixando mãe, irmãos, marido, um filho de 13 anos (Que ainda não entendeu porque Deus leva a mãe dele e o deixa órfão tão cedo!) e amigos enlutados. Nunca estamos preparados para perder quem amamos, ainda mais quando partem tão cedo! Não aceitamos a morte prematura de pessoas novas, do bem e com tanto futuro pela frente! Mãe nenhuma aceita enterrar um filho! Nós, que temos a mesma idade ou quase perto, tememos: podia ser eu! E eu tenho tanta coisa ainda pra fazer.

O final do cântico diz: Onde está ó morte a tua vitória, Jesus ressuscitou!
Para o crente evangélico a morte não é o fim, mas o começo da vida eterna. Aquele que morre em Cristo não conhecerá a morte espiritual. O corpo morre mas o espírito viverá para sempre ao lado do Cristo ressuscitado. Cristo morreu e ressuscitou! Assim será com aquele que crê em Cristo. Morrerá mas ressuscitará, em um novo corpo, em um novo tempo, em uma nova terra.

É com essa fé que, o crente em Jesus Cristo, supera a morte. Estamos no mundo e sujeitos às coisas do mundo, assim diz a Biblia. Portanto, não estamos livres do perigo, das doenças e nem das interpéries da natureza. E, se Deus permite que essas coisas aconteçam a seus filhos, é porque ele nos dará o conforto para superá-las. E o crente em Cristo é assim. Chora, sofre, mas segue a vida sorrindo, pois se "Deus é por nós, quem será contra nós" e nem a morte é capaz de nos fazer afastar desse Deus!






terça-feira, 26 de julho de 2011

ESTOU DE VOLTA!!


Meu Deus, quase 3 meses depois da última postagem, estou de volta!! Foram tantas emoções!!
Um mês em Paris, com a promessa de que faria do meu blog um diário, aconteceram tantas coisas que não deu tempo pra escrever! Mas tá tudo na cabeça e, eu vou postar ainda as fotos e minhas impressões dessa cidade maravilhosa!

Já estou de volta à rotina, aos meus gatos, ao meu gato, à familia, ao trabalho, às minhas coisas, à minha vida! De volta aos cursos (frances, fotografia, SAS), congresso (vou ao ALAS, congresso de Sociologia), aos livros (romances em frances, pra treinar)!!

E, de volta ao meu blog!! Voltarei a atualizá-lo.
Até breve!

(A foto acima foi tirada no Jardim de Luxemburgo, Paris)

domingo, 8 de maio de 2011

NOTRE DAME DE PARIS!!

Após dormir o sono dos justos e me dar conta de que acordei mesmo em Paris, que não foi um sonho, peguei meu livrinho de passeios (Guia de passeios em Paris da PubliFolha) e escolhi o passeio que conta um pouco do começo da cidade.

Decidi conhecer o metrô; pedi que minha "host family" me ensinasse como proceder e como fazer para comprar um cartão com passagens de metrô e onibus para um mês. Feito isso, parti. Não foi dificil, perguntando direitinho, consegui chegar na estação correta.

Quando saí do metrô, foi que realmente me senti em Paris! Nossa, olhar aqueles prédios todos, aquelas pontes, construções seculares, o Rio Sena, a Torre, mesmo que de longe, foi emocionante!! Nem uma Nikon conseguiu registrar tudo que vi. Pois junto do olhar está a emoção, a história que aprendemos e, que de repente salta dos livros bem na nossa frente!

Seguindo o roteiro (quase igual, não fosse eu errar o mapa), fui conhecendo um pouco mais dessa história. Há muitos turistas por aqui, a diversidade de povos também é grande. É muito interessante ver tantos negros vestidos com suas roupas africanas. E o que dizer dos muçulmanos, muitas mulheres usando seus trajes característicos. Uma verdadeira babel, dá a impressão de que temos que estar preparados para falar todas as linguas!

Andei, fotografei e finalmente cheguei na Catedral de Notre Dame! E, é de tirar o fôlego!! Após fotografar de todos os ângulos do lado de fora; até consegui que alguém me fotografasse, entrei!!

Nossa, tamanha foi minha emoção! Que lugar deslumbrante!! Agradeci imensamente a Deus por está ali! Por ter conseguido realizar esse sonho! Passei muito tempo lá. E ter muito tempo pra fazer isso é muito bom. Saí de lá, visitei o jardim ao lado e caminhei mais um pouco. Voltei para comprar um ingresso para um Concerto de Canto Gregoriano, na quarta, e para ouvir uma apresentação de órgão que se daria às 16h30.

Terminada a apresentação voltei para casa, estava muito cansada; além disso as baterias da câmera tinha acabado. Voltei de ônibus. Depois de descobri qual me deixaria perto de casa, aproveitei a viagem para conhecer um pouco mais da cidade.

Os ônibus são muito bons. O acesso é permitido aos animais de estimação; adorei ver os cachorrinhos andando de onibus (e de metrô). Mães e pais (aliás, tenho visto muito homens carregando crianças) podem entrar com carrinho e tudo; e os idosos são respeitados!

O ônibus pára na altura do meio-fio, e não precisa de nenhuma engenhoca para permitir que cadeirantes entrem. C'est très facile! Sinceramente, não sei como complicaram tanto o acesso de cadeirantes nos ônibus do Brasil.

Amanhã começa o meu curso! Vamos ver como vou me sair!!
Au revoir!!

PARIS! COMEÇANDO PELO FIM!

Pois é, cá estou em Paris! Um sonho sonhado há muito tempo. Do tempo que eu nem em sonhos me imaginava aqui. Mas, o mundo dá voltas e, nessas voltas me deixou aqui. Cheguei!! E fui muito bem recebida pela Cidade Luz, que com o sol brilhando me recebeu de braços abertos!


Bien. Como eu acredito, Deus está viajando comigo e, portanto, nada saiu do normal. Voo, imigração, hospedagem, tudo na mais perfeita ordem. Por incrível que pareça ainda tive que explicar pro motorista de taxi como chegar no endereço. Pode?? Santo Google maps, pois já havia visualizado o prédio e o entorno, além de saber que o cemitério mais famoso da cidade ficava por perto! Pronto, foi eu falar no cemitério e o chauffeur se encontrou!!

Apesar do imprevisto com o endereço, pois a agencia de intercâmbio colocou um número errado, o resto foi tranquilo. Agora é dar tempo a adaptação.

Estou morando em um apartamento com uma madame de 54 anos, muito simpática e falante. Cheguei à noite com dor de cabeça, por causa do esforço pra entender tudo que era dito. Ela diz que é casada e que o marido trabalha à noite. Eu ainda não o conheci. Se ela tem filhos não consegui compreender ainda (rsrsrsrs) ela "parle très rapide".

Terei que me acostumar com a "salle de bains" (onde tomamos banho) e o Toilette (o nosso lavabo) separados. Além disso, não tem chuveiro, to tendo que me arrumar com uma ducha, e sinceramente, to me enrolando toda. Quero pedir um tapete pra pôr na banheira, pois estou com medo de escorregar, mas não sei como pedir isso em francês (rsrsrs).

Tirando isso, o resto é bem tranquilo. Tem até wi-fi, e eu posso me comunicar com todos de casa mesmo, nao vou ter que sair pra ir a um Café. Feita as apresentações, fui pra rua, conhecer o entorno e aproveitar pra fazer o primeiro passeio.
Onde todos terminam eu comecei; pelo cemitério. Fui conhecer o Père Lachaise, o cemitério mais famoso da cidade.

Gente, definitivamente, mapa e eu não nos entendemos. Ele diz pra ir para um lado, eu vou para outro. Me perdi várias vezes, e nessa me cansei demais. Quando eu cheguei finalmente no cemitério, estava morta!! De cansada, é claro!

Mas, antes de disso, peguei ônibus (duas vezes para chegar no mesmo lugar), desci errado e uma senhora muito simpatica me ajudou, até ingles falou comigo, pra ver se eu me situava melhor. Isso desmitificou totalmente a idéia de frances antipatico. Todas as vezes que precisei de ajuda, prontamente, me ajudaram. Sorte? Acho que minha simpatia conta! (rsrsrsrs)

Depois de finalmente ter encontrado a rua que daria no cemitério, resolvi almoçar, pois estava faminta. Há muuuuitas opções de lugar para comer e, para minha surpresa o preço não era essa exorbitância toda. Comi muito bem por 11 Euros.

Antes de sair fui ao toilette e voces nao vão acreditar, fiquei presa. Já imaginou ter que pedir ajuda em francês. A minha sorte é que logo depois veio uma mulher e percebeu que eu estava presa e pediu ajuda. Ninguém merece!

Enfim, cheguei ao cemitério!! E tinha muita gente!! Todas vivas! (rsrsrsrs). Gente, eu não andei nem metade do cemitério. Ele é muito grande. Guias turisticos de cemitério se esbarram lá dentro. Não fosse seguir um deles (assim, na surdina) eu não chegaria a nenhuma sepultura famosa. Mas a de Kardec, eu achei sozinha!! Tinha um monte de gente lá rezando perto dele.

O Cemitério é grande e bonito. E claro, como é um ponto turístico, limpo e bem conservado. Aí estão algumas fotos desse meu primeiro passeio.

Cheguei em casa morta de cansada. Não saí mais, dormi um pouco, pois 10 horas de voo é muita coisa. Ainda não decidi meu proximo roteiro. A bientôt.

sábado, 16 de abril de 2011

A ESCOLHA POR SOFIA!

"O mundo está ao contrário e ninguém reparou. Milhões de vasos sem nenhuma flor". Eu ando muito pessimista com a humanidade. Humanos estão matando sem nenhuma razão (se é que existe alguma razão pra se matar), jogando crianças no lixo, abandonando idosos e maltratando e abandonando animais à propria sorte, e o que dizer, sobre a natureza? Cadê o cuidado, o amor ao próximo?

Sofia era um desses casos. Uma flozinha sem um vaso, um animalzinho inocente, que como tantos outros, são jogados todos os dias fora como se fossem lixo, descartáveis. Que ser humano é capaz de fazer isso? Quantos são capazes de fazer isso? Infelizmente muitos.

Mas há tantos outros, que cuidam. Cuidam de doentes, de crianças, de velhos e de animais abandonados. E eu e Dani (minha prima) fomos achar Sofia numa feira de adoção de animais. Que vão pra lá depois de recuperados e cuidados por pessoas cuidadosas.

Adotamos Sofia. Pois, não conseguimos deixá-la ali tão pequena, tão clamante por um lar. Tantos outros também precisavam, mas só podíamos trazer um. Mas, graças a Deus, vários outros, nesse dia, também conseguiram um lar, o que nos deixa mais sossegadas!

E Sofia veio fazer parte da nossa familia, que já tem o Junior e a Juma. O primeiro contato foi difícil, pois o reino foi invadido por uma pequena de olhos azuis. Seria mais uma pra dividir colos, cama, sofa e corações.

Mas, bastou uma semana para o Junior se derreter e encher a irmã adotiva de carinhos, lambidas e banhos. E agora, pra onde ele vai, procura por ela. Juju, ainda não se entregou totalmente. Mas claro, ela era a rainha, agora chegou outra pra dividir com ela as atenções. Mas, aos poucos ela está se aproximando.

A Sofia? Sofia conquistou o amor de todos. Já achou o canto dela. Está crescendo, comendo (muito) e brincando demais. Adora brincar com o irmão!

Sofia ganhou um lar! Muitos outros também estão ganhando. Mas, ainda há muitos que precisam de alguém que os ame e cuide! Por isso, se voce quiser um animalzinho, NÃO COMPRE, ADOTE!

domingo, 3 de abril de 2011

Decisão


Há filmes que mexem com a gente, músicas que nos fazem chorar, perfumes que nos recordam agradáveis momentos e livros que nos fazem refletir e tomar atitudes! Depois de ler "Comer Animais" de Jonathan Safran Foer, olhar um pedaço de carne, ver um Mc Donalds ou um KFC, tem um outro significado para mim.

A gente nunca acredita (ou pelo menos eu, que sempre tenta acreditar o contrário) até onde vai a maldade humana ou, até onde vai a ganância, o fazer tudo pelo lucro! E, se hoje, como lemos a pouco tempo, pais estão querendo devolver os filhos (criados geneticamente) que vieram doentes, como uma mercadoria barata e com defeitos, imagina o que vale a vida de um animal para essas pessoas?

Há páginas no livro que quase não consegui ler, mas sei da veracidade das palavras, pois já tinha ouvido falar de toda essa bárbarie que fazem com os animais, mas nunca quis acreditar. Há filmes citados pelo autor, mas que não verei (não tenho estomago pra isso), pois não preciso ver pra crer!

A crueldade gratuita para com os animais (especificamente os de abate) é desmedida, desnecessária. Ninguém precisa se alimentar ao custo gratuito do sofrimento do animal. Já bastaria o sofrimento da morte, não seria (não é) necessário a humilhação. Os animais são seres como nós. Só porque somos racionais (?!?!?!) não somos melhores.

Não fosse todo o sofrimento desnecessário imposto aos animais de abate, se não nos importasse com isso, ainda assim, teríamos o problema da qualidade do nosso alimento! O livro nos faz refletir sobre como essa carne chega a nossa mesa. A quantidade de hormônios, antibióticos, cocô e xixi que vem junto com a carne (de boi, de frango, de peru, etc) que consumimos. Uma conclusão do autor me alertou: "Estamos comendo doenças"! E a OMS (Organização Mundial da Saúde) sabe disso, mas é pequena diante do lobby das grandes indústrias da carne, e quem paga o preço é o consumidor. Doenças nunca antes existentes, aumento de todo tipo de câncer, alergias cada vez mais graves, gripes como H1N1, todos resultados do tratamento que é dado às carnes pela indústria de criação que só visa o lucro!

Como o autor relatou, é díficil ser indiferente a tudo isso quando se passa a conhecer todo o processo das criações industriais: "Nós não podemos alegar ignorância, apenas indiferença". E essa indiferença é impossível.

Desde o fim da leitura desse livro, ou melhor, desde o ínicio da leitura, não consegui mais consumir carnes. Sei que é uma decisão difícil mudar o hábito alimentar, justificar sua decisão.
O autor coloca uma citação de Martin Luther King Jr, um vegetariano, que nos alerta para nossas posições, que nem sempre precisam de platéia, mas de ética e comprometimento. Diz assim, "é preciso tomar uma posição que não é segura, nem política, nem popular, mas porque a consciência diz que é correta". Eu tomei a minha decisão!