domingo, 8 de maio de 2011

PARIS! COMEÇANDO PELO FIM!

Pois é, cá estou em Paris! Um sonho sonhado há muito tempo. Do tempo que eu nem em sonhos me imaginava aqui. Mas, o mundo dá voltas e, nessas voltas me deixou aqui. Cheguei!! E fui muito bem recebida pela Cidade Luz, que com o sol brilhando me recebeu de braços abertos!


Bien. Como eu acredito, Deus está viajando comigo e, portanto, nada saiu do normal. Voo, imigração, hospedagem, tudo na mais perfeita ordem. Por incrível que pareça ainda tive que explicar pro motorista de taxi como chegar no endereço. Pode?? Santo Google maps, pois já havia visualizado o prédio e o entorno, além de saber que o cemitério mais famoso da cidade ficava por perto! Pronto, foi eu falar no cemitério e o chauffeur se encontrou!!

Apesar do imprevisto com o endereço, pois a agencia de intercâmbio colocou um número errado, o resto foi tranquilo. Agora é dar tempo a adaptação.

Estou morando em um apartamento com uma madame de 54 anos, muito simpática e falante. Cheguei à noite com dor de cabeça, por causa do esforço pra entender tudo que era dito. Ela diz que é casada e que o marido trabalha à noite. Eu ainda não o conheci. Se ela tem filhos não consegui compreender ainda (rsrsrsrs) ela "parle très rapide".

Terei que me acostumar com a "salle de bains" (onde tomamos banho) e o Toilette (o nosso lavabo) separados. Além disso, não tem chuveiro, to tendo que me arrumar com uma ducha, e sinceramente, to me enrolando toda. Quero pedir um tapete pra pôr na banheira, pois estou com medo de escorregar, mas não sei como pedir isso em francês (rsrsrs).

Tirando isso, o resto é bem tranquilo. Tem até wi-fi, e eu posso me comunicar com todos de casa mesmo, nao vou ter que sair pra ir a um Café. Feita as apresentações, fui pra rua, conhecer o entorno e aproveitar pra fazer o primeiro passeio.
Onde todos terminam eu comecei; pelo cemitério. Fui conhecer o Père Lachaise, o cemitério mais famoso da cidade.

Gente, definitivamente, mapa e eu não nos entendemos. Ele diz pra ir para um lado, eu vou para outro. Me perdi várias vezes, e nessa me cansei demais. Quando eu cheguei finalmente no cemitério, estava morta!! De cansada, é claro!

Mas, antes de disso, peguei ônibus (duas vezes para chegar no mesmo lugar), desci errado e uma senhora muito simpatica me ajudou, até ingles falou comigo, pra ver se eu me situava melhor. Isso desmitificou totalmente a idéia de frances antipatico. Todas as vezes que precisei de ajuda, prontamente, me ajudaram. Sorte? Acho que minha simpatia conta! (rsrsrsrs)

Depois de finalmente ter encontrado a rua que daria no cemitério, resolvi almoçar, pois estava faminta. Há muuuuitas opções de lugar para comer e, para minha surpresa o preço não era essa exorbitância toda. Comi muito bem por 11 Euros.

Antes de sair fui ao toilette e voces nao vão acreditar, fiquei presa. Já imaginou ter que pedir ajuda em francês. A minha sorte é que logo depois veio uma mulher e percebeu que eu estava presa e pediu ajuda. Ninguém merece!

Enfim, cheguei ao cemitério!! E tinha muita gente!! Todas vivas! (rsrsrsrs). Gente, eu não andei nem metade do cemitério. Ele é muito grande. Guias turisticos de cemitério se esbarram lá dentro. Não fosse seguir um deles (assim, na surdina) eu não chegaria a nenhuma sepultura famosa. Mas a de Kardec, eu achei sozinha!! Tinha um monte de gente lá rezando perto dele.

O Cemitério é grande e bonito. E claro, como é um ponto turístico, limpo e bem conservado. Aí estão algumas fotos desse meu primeiro passeio.

Cheguei em casa morta de cansada. Não saí mais, dormi um pouco, pois 10 horas de voo é muita coisa. Ainda não decidi meu proximo roteiro. A bientôt.

sábado, 16 de abril de 2011

A ESCOLHA POR SOFIA!

"O mundo está ao contrário e ninguém reparou. Milhões de vasos sem nenhuma flor". Eu ando muito pessimista com a humanidade. Humanos estão matando sem nenhuma razão (se é que existe alguma razão pra se matar), jogando crianças no lixo, abandonando idosos e maltratando e abandonando animais à propria sorte, e o que dizer, sobre a natureza? Cadê o cuidado, o amor ao próximo?

Sofia era um desses casos. Uma flozinha sem um vaso, um animalzinho inocente, que como tantos outros, são jogados todos os dias fora como se fossem lixo, descartáveis. Que ser humano é capaz de fazer isso? Quantos são capazes de fazer isso? Infelizmente muitos.

Mas há tantos outros, que cuidam. Cuidam de doentes, de crianças, de velhos e de animais abandonados. E eu e Dani (minha prima) fomos achar Sofia numa feira de adoção de animais. Que vão pra lá depois de recuperados e cuidados por pessoas cuidadosas.

Adotamos Sofia. Pois, não conseguimos deixá-la ali tão pequena, tão clamante por um lar. Tantos outros também precisavam, mas só podíamos trazer um. Mas, graças a Deus, vários outros, nesse dia, também conseguiram um lar, o que nos deixa mais sossegadas!

E Sofia veio fazer parte da nossa familia, que já tem o Junior e a Juma. O primeiro contato foi difícil, pois o reino foi invadido por uma pequena de olhos azuis. Seria mais uma pra dividir colos, cama, sofa e corações.

Mas, bastou uma semana para o Junior se derreter e encher a irmã adotiva de carinhos, lambidas e banhos. E agora, pra onde ele vai, procura por ela. Juju, ainda não se entregou totalmente. Mas claro, ela era a rainha, agora chegou outra pra dividir com ela as atenções. Mas, aos poucos ela está se aproximando.

A Sofia? Sofia conquistou o amor de todos. Já achou o canto dela. Está crescendo, comendo (muito) e brincando demais. Adora brincar com o irmão!

Sofia ganhou um lar! Muitos outros também estão ganhando. Mas, ainda há muitos que precisam de alguém que os ame e cuide! Por isso, se voce quiser um animalzinho, NÃO COMPRE, ADOTE!

domingo, 3 de abril de 2011

Decisão


Há filmes que mexem com a gente, músicas que nos fazem chorar, perfumes que nos recordam agradáveis momentos e livros que nos fazem refletir e tomar atitudes! Depois de ler "Comer Animais" de Jonathan Safran Foer, olhar um pedaço de carne, ver um Mc Donalds ou um KFC, tem um outro significado para mim.

A gente nunca acredita (ou pelo menos eu, que sempre tenta acreditar o contrário) até onde vai a maldade humana ou, até onde vai a ganância, o fazer tudo pelo lucro! E, se hoje, como lemos a pouco tempo, pais estão querendo devolver os filhos (criados geneticamente) que vieram doentes, como uma mercadoria barata e com defeitos, imagina o que vale a vida de um animal para essas pessoas?

Há páginas no livro que quase não consegui ler, mas sei da veracidade das palavras, pois já tinha ouvido falar de toda essa bárbarie que fazem com os animais, mas nunca quis acreditar. Há filmes citados pelo autor, mas que não verei (não tenho estomago pra isso), pois não preciso ver pra crer!

A crueldade gratuita para com os animais (especificamente os de abate) é desmedida, desnecessária. Ninguém precisa se alimentar ao custo gratuito do sofrimento do animal. Já bastaria o sofrimento da morte, não seria (não é) necessário a humilhação. Os animais são seres como nós. Só porque somos racionais (?!?!?!) não somos melhores.

Não fosse todo o sofrimento desnecessário imposto aos animais de abate, se não nos importasse com isso, ainda assim, teríamos o problema da qualidade do nosso alimento! O livro nos faz refletir sobre como essa carne chega a nossa mesa. A quantidade de hormônios, antibióticos, cocô e xixi que vem junto com a carne (de boi, de frango, de peru, etc) que consumimos. Uma conclusão do autor me alertou: "Estamos comendo doenças"! E a OMS (Organização Mundial da Saúde) sabe disso, mas é pequena diante do lobby das grandes indústrias da carne, e quem paga o preço é o consumidor. Doenças nunca antes existentes, aumento de todo tipo de câncer, alergias cada vez mais graves, gripes como H1N1, todos resultados do tratamento que é dado às carnes pela indústria de criação que só visa o lucro!

Como o autor relatou, é díficil ser indiferente a tudo isso quando se passa a conhecer todo o processo das criações industriais: "Nós não podemos alegar ignorância, apenas indiferença". E essa indiferença é impossível.

Desde o fim da leitura desse livro, ou melhor, desde o ínicio da leitura, não consegui mais consumir carnes. Sei que é uma decisão difícil mudar o hábito alimentar, justificar sua decisão.
O autor coloca uma citação de Martin Luther King Jr, um vegetariano, que nos alerta para nossas posições, que nem sempre precisam de platéia, mas de ética e comprometimento. Diz assim, "é preciso tomar uma posição que não é segura, nem política, nem popular, mas porque a consciência diz que é correta". Eu tomei a minha decisão!

terça-feira, 8 de março de 2011

MARÇO: MEU MÊS E DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER!

Março é o meu mês. Faço aniversário já no finalzinho, quando "as águas de março vão fechando o verão". Adoro comemorar aniversário, mesmo ficando mais velha. Mas, como diz o ditado popular "quem não envelhece morre cedo". E eu quero envelhecer, sem pressa! Então, comemoro, pois a vida é para se comemorar, todos os dias!

Março também é o mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher! Hoje, dia 8.

Excepcionalmente, hoje, também se comemora o carnaval. E, diante de tanta folia, o dia está passando
quase despercebido! É claro que é só mais uma data, afinal, pra quem é mulher nosso dia é todo dia! Mas, essa data é pra lembrar que pra chegarmos onde chegamos hoje, muitas mulheres morreram lutando, apenas porque queriam melhores condições de trabalho, igualdade de salários e de direitos. Infelizmente, muitas mulheres ainda morrem hoje pelos mesmos motivos!

Mas, também já conquistamos bastante coisa. E, embora estejamos também sobrecarregadas com diversas atividades, hoje podemos escolher o que queremos ser! Por issso, não devemos esquecer que ainda precisamos lutar muito, pois ainda há mulheres subjugadas, submissas, escravizadas, só por serem mulheres! Nesse dia, vamos continuar a luta!

Março é o mês de Marte, deus da guerra. Não é à toa que é o mês da Mulher, não é à toa que é o meu mês.

A todas às mulheres, guerreiras pela própria natureza, feliz mês de Março!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

REORGANIZANDO A CASA!

Esse título tem duplo sentindo! Nesse instante estou reorganizando minha casa, meu lar; mas também fazendo uma reforminha interior, umas pequenas mudanças no "self" pra seguir em frente, melhor! Por isso, andei um pouco afastada daqui, isto dá trabalho!!

Eu nunca tive o "sonho da casa própria", aquele em que todos sonham possuir, comprar, mesmo que leve a vida pagando, um "lar doce lar". Pra mim, seria bom o suficiente, se eu tivesse o dinheiro do aluguel, e pudesse morar onde quisesse. Não tenho filhos, não tenho herdeiros, e pra comprar uma casa do jeito que quero, vou morrer pagando a casa. Mas, ano passado, desejando sair do apartamento onde estou (por causa das escadas), resolvi procurar um novo lar, e foi aí que me fizeram a cabeça para comprar um imóvel.

Embarquei nessa e fui atrás (tarefa nada fácil quando voce não tem muito dinheiro), mas, procurando, procurando, procurando, achei um apartamento-tipo-casa (com área externa e tudo) que gostei e que achei que valeria a pena passar 20 anos pagando! Resolvido, entrei com o processo de financiamento. Para a minha surpresa e desapontamento, o imóvel estava irregular e a CEF nao aceitar financiar até que o proprietário resolvesse a pedência. Não seria nada de complicado desistir do imóvel, se eu nao tivesse dado uma pequena entrada como forma de garanti-lo. Passados 15 meses, sem imovel (mas graças a Deus com o dinheiro de volta) e com os preços de venda e aluguéis na estratosfera, voltei a estaca zero.

Resolvi, então, que continuaria aqui mesmo, no meu cantinho, até que os preços caiam um pouquinho, e eu possa comprar o imovel do meu jeito. Enquanto isso, resolvi que daria uma repaginada no apê! E é o que estou fazendo. Pintando, mudando móveis, comprando novos, tudo novo de novo. Para dar a impressão de casa nova! E é arrumação que não acaba mais. Meu Deus, como juntamos coisas! Claro, que estou aproveitando pra fazer uma faxina e me desfazendo de muitas coisas que não uso e com certeza não vou usar mais!

Bom, já que "a casa própria" nao rolou, resolvi investir parte do dinheiro numa viagem. A princípio de férias, mas depois essas se transformaram em um pequeno intercambio que farei, em Maio, em Paris, pra estudar francês! Mas, isso é papo para outro poste!


Por fim, ando mudando meus hábitos alimentares! Desde que comecei a ler " Comer Animais" de Jonathan Safran Foer , que venho refletindo bastante sobre o que comemos, e o quanto isso é prejudicial à nossa saúde! E, aproveitando que estou uns dias em casa (de licença, por causa de uma distenção muscular), estou adorando mergulhar numa alimentação mais vegetariana. Há muito, sei que esta é a melhor alimentação para quem tem artrite reumatóide, mas nunca levei muito a sério, embora evite alguns alimentos que são mais prejudiciais. Mas, agora, resolvi fazer o teste, e verificar o quanto isso pode me beneficiar!

Então, enquanto me recupero, arrumo a casa, e preparo meu alimento de forma mais saudável! Tem sido uma boa experiência!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

HOJE É DOMINGO...


"Hoje é domingo e pede cachimbo" , e não, "pé de cachimbo", como costumamos cantar, e que é bem bonitinho, sugere tranquilidade, vagareza, tudo bem lento, como pede fumar um cachimbo (lembro minha avó, em São Luis, sentadinha, fumando o cachimbo e pensando na vida).

Domigo é dia do Senhor, também dia oferecido ao astro sol (Hoje ele está radiante!). E é também o primeiro dia da semana. Se pensarmos sempre nisso, podemos começar muito bem o dia, relaxados e prontos para mais uma semana.

Eu sempre gostei do domingo. Há quem não goste, dizem que não tem nada pra fazer, pra ver na televisão, dizem ser um dia chato! Pois é justamente por tudo isso que eu o adoro! "Nada melhor do que num fazer nada", já diz a sábia Rita Lee. Com tanta correria na semana inteira, só resta o sábado, que acaba sendo corrido também, pois queremos fazer um monte de coisas nesse dia, e o domingo, que é muito bom pra descansar!!

Moro no Grajaú, e ainda é um bairro muito residencial, com poucos prédios e muitas casas e árvores. Pois, nesse instante, enquanto escrevo está um silêncio... só ouço os passarinhos e ao longe um cãozinho que ladra. Nem meus gatos sei onde estão.

Aos domingos eu vou à igreja (se bem que tenho me ausentado bastante), gosto de ler, dormir e quando dá, vejo um filme! Ou, às vezes, não faço nada! Não tem nada melhor! Não é errado parar um pouco, aproveitar o ócio. A nossa educação cristã nos faz achar pecado parar pra usufruir o não fazer nada. Temos que estar ocupados o tempo inteiro! Basta! Viva o domingo!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

QUEM EU SERIA SE EU NÃO FOSSE QUEM EU SOU?

Nossa, isso parece um daqueles questionamentos shakespeano do tipo "ser ou não ser", mas não é! Nunca tive essa dúvida, mas de vez em quando eu questiono sobre quem eu seria, ou, que tipo de vida teria, não fosse a que tenho agora. E isso tem uma razão. É claro que, do jeito que sou, não perco muito meu tempo com que esses questionamentos, eles passam rápido e vida que segue. O que me movem e sempre me moveram foram o meu otimismo e a minha fé em Deus.

Mas, hoje esse questionamento me veio outra vez. Isso porque, ontem depois de ter feito uma
faxina em casa junto com William, depois que o pintor acabou o trabalho dele, eu fiquei arrasada, cheia de dor pelo corpo. E, hoje, quando acordei pensei que não ia poder ir ao trabalho de tão cansada e dolorida que estava. Todo mundo se sentiria assim, é o que dizem, mas eu me questiono, se não seria diferente se eu não tivesse as limitações que tenho.

Mas mesmo assim fui trabalhar, não podia faltar. Mas voltei cedo pra casa, não aguentei ficar no trabalho, precisei voltar pra casa pra relaxar mais o corpo. Isso tudo porque extrapolei os meus limites físicos! Tenho artrite reumatóide desde os 4 anos de idade. E, desde então, tenho cuidado dessa doença, como quem cuida da própria vida.


Meu reumatologista atual diz que eu tive a doença numa época em que se conhecia muito pouco sobre a artrite reumatóide juvenil, e por causa disso, acabei sendo cobaia de vários tratamentos que embora melhorassem os sintomas, não evitavam as consequências: rigidez nas articulações e consequentemente a perda de movimentos, febre, inchaço e muita, muita dor. Hoje, a medicina nessa área evoluiu muito e, para quem começa ter os sintomas e se trata logo, ficará com poucas ou nenhuma sequela.

Daí que passei parte da minha infancia conhecendo todos os especialistas da época, e sendo a minha família muito pobre, não podia fazer muito mais do que era oferecido no servi
ço público da capital maranhense, onde nasci. Tive sorte em sobreviver.

A adolescencia não foi diferente, passou batida, pois só lembro de hospitais, enfermeiras e reumatologistas da cidade do Rio de Janeiro, onde vim morar com minha mãe, que tentava melhores condições de vida, na cidade grande. Apesar das dores continuei estudando, tentando levar uma vida normal. Foi só quando jovem, já na faculdade, que as coisas melhoraram um pouco e a doença retrocedeu, e tudo que tinha que fazer era "consertar" algumas sequelas. Como resultado, fiz uma cirurgia de prótese total bilateral de quadril aos 25 anos.

Depois disso, passei anos sem saber o que era dor. Estudei, fiz meu doutorado, passei em concurso público, viajei bastante, fiz minhas estripulias, fazendo trilhas, caminhadas e coisas que até Deus duvida. Até que, de repente, como um pesadelo tudo voltou, as dores, as limitações e os medos. E, então, há mais ou menos 3 anos voltei para a cortisona, pros remédios fortes, enjoados e, o que é pior, as dores incomodam e me limitam bastante. Mas estou bem, bem melhor.

E, é aí, quando sinto as limitações que as dores me causam, que me questiono, como teria sido a minha vida se eu não tivesse passado por nada disso?

Mas, não é nada que me impeça de continuar seguindo em frente. Porque apesar de tudo, eu fiz tudo que queria ter feito (quase tudo, é claro! Mas quem é que faz tudo que queria ter feito?). E, talvez tenha feito mais do que pensava que iria fazer. Meu amigos, minha família vivem brigando comigo porque vivo fazendo mais do que posso. Mas, eu sou assim, quando eu quero uma coisa eu corro atrás! Ainda que depois eu fique cheia de dores, como estou agora! rsrsrsrs


E, eu não sei que vida teria não fosse a tenho agora, mas apesar de tudo, gosto muito da que tenho! E como essa é única, vivo cada dia, como se fosse o último!


P.S. Meu reumatogista quer que eu compartilhe minhas experiencias para que outras pessoas com o mesmo problema
vejam o que são capazes de fazer, apesar limitações físicas causadas pela doença. Eis um pedacinho da minha história.